Perspectivas econômicas e políticas pautam a 3ª Reunião-Jantar do SIMECS de 2025
O Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (SIMECS) promoveu, na última terça-feira, 02 de setembro, a terceira edição de sua tradicional Reunião Jantar de 2025. O encontro ocorreu no restaurante SICA, na CIC, reunindo empresários, lideranças industriais e convidados em um momento de análise e debate sobre o cenário político e econômico atual.
Nesta edição, os palestrantes foram o economista do Simecs Igor Morais e o coordenador do Conselho de Articulação Política da FIERGS, Diogo Paz Bier, conhecido como Mano Changes. Com a palestra “Perspectivas econômicas e políticas em um cenário muito incerto”, ambos apresentaram análises complementares sobre os fatores globais e nacionais que impactam diretamente a indústria e o setor produtivo.
Um evento de conexões e visão estratégica
O presidente do SIMECS, Ubiratã Rezler, iniciou o evento lembrando que esta foi a penúltima Reunião Jantar de sua gestão destacando ações desenvolvidas pelo sindicato. A embaixatriz da Festa da Uva 2026, Caroline Stefan, representante do SIMECS, também marcou presença no evento e agradeceu à entidade pelo apoio e convidou os presentes a prestigiarem a próxima edição do evento, que acontece de 19 de fevereiro a 08 de março de 2026.
Reflexões econômicas e políticas
Em sua exposição, Igor Morais apresentou dados da pesquisa “O Brasil e a Geoeconomia”, destacando que as exportações mundiais atingiram o maior patamar da história, chegando a US$ 24 trilhões ao ano. Mesmo em meio a restrições, o comércio segue sendo a principal fonte de geração de riqueza.
Ele ressaltou que a China consolidou-se como grande plataforma de exportação, atraindo investimentos desde 2001, mas a pandemia revelou a dependência global do país, dando início a movimentos de redirecionamento produtivo como nearshoring, friend-shoring e onshoring. Também analisou os efeitos da guerra na Ucrânia, que pressionaram os preços de energia e alimentos na Europa e fortaleceram os EUA como fornecedores de gás natural.
Segundo Morais, o Brasil, historicamente neutro em suas relações comerciais, precisa agora definir seu papel estratégico: ser fornecedor confiável de insumos e commodities ou perder espaço no cenário internacional. Ele ainda alertou para a queda no índice de confiança da indústria metalmecânica, reflexo da incerteza econômica e política. “As tensões geopolíticas podem tanto abrir oportunidades de negócios quanto criar barreiras para o Brasil. A escolha está com a gente”, concluiu.
Já Diogo Paz Bier reforçou o peso da indústria gaúcha, responsável por 56% das notas fiscais emitidas no Rio Grande do Sul, e defendeu a necessidade de uma política industrial sólida. Ele afirmou que a reforma tributária em andamento será “a maior do planeta” e destacou o potencial do RS no mercado de carbono e na matriz energética renovável, que podem se transformar em diferenciais competitivos.
A Reunião-Jantar do SIMECS segue sendo um espaço de diálogo estratégico, networking e reflexão sobre os caminhos do setor produtivo, consolidando-se como um dos principais fóruns de debate da indústria na região.

