Com modelo de revenda consignada, Ballardin Malhas aposta no crescimento de 30% neste inverno

Malharia da Serra Gaúcha cadastrou mais de mil novos vendedores parceiros neste ano e a expectativa é que chegue a 2 mil novos cadastrados até agosto. Cerca de 60% dos mais de 12 mil revendedores da marca são do Rio Grande do Sul

Ballardin Malhas, com fábrica e loja em Caxias do Sul, unidade em Farroupilha e mais de 12 mil revendedores no país, está animada com as temperaturas mais baixas e aposta na continuidade dos dias frios para manter o aquecimento nas vendas da temporada. Até abril, a empresa, que tem mais de 50 anos de tradição, já havia cadastrado mais de mil lojas e Microempreendedores Individuais (MEIs) parceiros para a comercialização das peças consignadas da marca. A expectativa é que, neste ano, a Ballardin Malhas venda 30% a mais do que em 2020.

“Acreditamos que este inverno será melhor do que foi o ano passado, em virtude da pandemia estar mais controlada, especialmente para os revendedores que comercializam as peças em suas lojas físicas. Será um ano melhor para eles e, consequentemente, para nós. Além disso, em datas como o Dia das Mães, recém comemorado, já notamos um aumento de vendas, o que também demonstra uma retomada econômica. Com a crise estabilizada, o nosso cliente está mais disposto a investir em presentes e renovar o guarda-roupas. Percebemos isso não apenas através dos nossos parceiros, mas também na venda direta, através do e-commerce da Ballardin, que lançamos em agosto do ano passado”, analisa Michele Daniel, diretora Financeira da Ballardin Malhas, que, ao lado das irmãs, Adriele e Franciele Daniel, e dos pais, Iraci Ballardin Daniel e Valcir Daniel, está na terceira geração da família à frente da marca.

São, em média, 200 atendimentos por dia para pré-avaliação de revenda, chegando a mais de 300 telefonemas durante os dias frios. Com isso, a expectativa é que o número de representantes ultrapasse dois mil novos cadastros até agosto.

Durante o inverno, a Ballardin Malhas envia para a revenda, aproximadamente, 1,8 mil peças por dia. Neste ano, além das vendas no Rio Grande do Sul – que representa 60% do mercado da marca –, a empresa quer ampliar as comercializações para os estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Espírito Santo e Distrito Federal.

“Neste ano, apostamos em modelos grossos, com gola alta, e fios mais quentinhos, além de cores ainda mais vibrantes e coloridas. Acredito muito que os dias frios são fundamentais para as nossas vendas, que geram, automaticamente, um aumento de procura e interesse em nossa marca. Os dias frios são decisivos”, complementa Michele.

A expansão da Ballardin Malhas também está sendo acompanhada de novas contratações de funcionários. A empresa familiar empregou 13 profissionais neste ano, sendo que, no mês de abril, foram oito novas vagas (costureiras, arrematadeiras, vendedoras internas e marketing). Somado a isso, a malharia conta com 50 colaboradores.

“Estamos surpresos, porque janeiro, fevereiro e março costumam ser mais baixos em virtude do clima quente, fugindo da estação fria que nosso setor exige. Mas, neste ano, observamos uma movimentação maior desde os primeiros meses”, finaliza a diretora Financeira.

A Ballardin Malhas tem como principais mercados cidades de clima predominante frio, como Caxias do Sul, Gramado e Canela (RS) e São Joaquim, Lages e Joinville (SC). Até o momento, são cerca de 610 cidades atendidas por meio de revendedores. A empresa trabalha exclusivamente com modelagem adulto, feminino e masculino.

Em 2020, a Ballardin Malhas encerrou o ano com crescimento de 65% nas vendas frente a 2019 e com alta de 75% no número de cadastros de revendedores.

Complemento que virou principal fonte de renda
         

O que começou como complemento de renda durante a licença maternidade, se tornou o principal ganho financeiro para Neuroci Rodrigues, 39 anos, de Viamão, que abandonou o emprego de carteira assinada para se tornar MEI e abrir sua própria loja virtual de roupas, acessórios e itens de cuidado pessoal, através do Instagram.

“Eu trabalhava em uma loja de roupas infantis há 6 anos. Em janeiro do ano passado, durante a minha licença maternidade, comecei a vender algumas peças para complementar a renda. Nesse meio tempo, a procura das clientes foi aumentando e acabei me desligando da empresa que eu trabalhava e, em maio de 2020, abri uma loja virtual através do Instagram. O negócio foi crescendo e eu comecei a ganhar mais do que quando eu era empregada. Coloquei toda minha energia num negócio para crescer aos poucos. Foi um momento para apostar na minha loja e ficar próximo dos meus filhos. Hoje, consigo dar atenção para eles e posso trabalhar ao mesmo tempo”, conta a empreendedora, que é mãe de Benjamin (1), Luíza (4) e Yasmin (12).

Revendedora da Ballardin Malhas desde junho de 2020, Neuroci conta que no inverno passado mais de 50% das vendas da loja virtual Boutique by Friends foram de peças da marca.

“Quando comecei em janeiro de 2020, eu trabalhava com vários fornecedores. Eu percebi que estava buscando preço, mas o que eu precisava era qualidade também. Foi quando me dei conta e comecei a trabalhar com a Ballardin Malhas. Eu conhecia a marca há 3 anos, através de uma revendedora, quando adquiri ótimos tricôs com preço bom. E pensei, por que não revender esta marca? As clientes que compraram ano passado, logo deram um feedback super positivo, elogiaram muito as malhas. Todas as peças da Ballardin vendem na loja: blusão, blusa, palas… As coleções são cheias de novidades e agradam a todos os estilos”, garante.

De casa em casa para sua própria loja física

A simpatia de Eliete Maria Stein da Silva, 60 anos, de Caxias do Sul, é, sem dúvidas, um dos grandes fatores na hora da venda. Conhecedora dos produtos que revende, ela veste a camiseta das marcas que trabalha. Não à toa, é uma das principais parceiras da Ballardin Malhas.

“Desde 2017 eu trabalho com a Ballardin Malhas. Conheci quando fui até a loja da fábrica, em Caxias do Sul, comprei uma peça para mim, gostei e descobri que a empresa vendia consignado. Eu não vendia malhas e passei a incluir entre as opções. As clientes gostam muito, elogiam dizendo que o tricô é bom, não embola. Vendo bem a marca, porque é um preço justo e tem muita qualidade. É fácil de vender, todo mundo gosta das peças, tem uma boa aceitação de mercado”, garante Eliete. “Já tive propostas de outras malharias, mas preferi ficar só com a Ballardin. Sou fiel, porque gosto dos produtos, das coleções, do atendimento. Elas são ágeis e atenciosas. A gente tem prazer em revender!”, complementa, empolgada.

Eliete trabalha com o setor varejista há mais de 20 anos. Ela começou a vender roupas na casa das pessoas. O trabalho proporcionou grandes conquistas, com viagens internacionais pela América Latina e, em 2014, abriu a Elicrisry Modas, uma loja física no bairro De Zorzi, em Caxias do Sul.

“Trabalho com revendas de roupas e como consultora de cosméticos. Comecei vendendo lingerie, de porta em porta, e, com o tempo, fui mudando o tipo de revenda para atender a demanda do público. Há sete anos abri minha própria loja, para oferecer mais conforto para minhas clientes e para mim também”, diz a empreendedora.

FOTOS
Legenda 1:
 Ballardin Malhas envia para revenda cerca de 1,8 mil peças por dia durante o inverno.
Crédito: Kaleo Rodrigues

Legenda 2: Ballardin Malhas espera crescimento de 30% nas vendas deste inverno.
Crédito: Sara Sgarabotto Chinelato

Legenda 3: Neuroci Rodrigues, de Viamão, concilia a carreira profissional com a maternidade. Desde junho, ela revende as peças da Ballardin em sua loja virtual no Instagram. Além da venda, do administrativo, ela também é a modelo para as fotos das redes sociais do seu negócio.
Crédito: Acervo pessoal

Legenda 4: Uma das principais revendedoras da Ballardin, Eliete Maria Stein da Silva, de Caxias do Sul, começou vendendo peças de porta em porta. Hoje, tem sua própria loja física.

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